Tempo, tempo, tempo, tempo...

segunda-feira, 26 de março de 2018

Um texto que reflete com primazia, a importância dos títulos sociais que quase sempre nada provam nossas capacidades.
(By Lu)



Urubus e sabiás
Rubem Alves

"Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá."

O texto acima foi extraído do livro "Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares", editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 81.

Rubem Alves: tudo sobre o autor e sua obra em "Biografias".

sexta-feira, 2 de março de 2018

Recife antigo






Família: pedaço de mim

















Trilhos conservados

Rio Capibaribe


Eu já havia visitado Recife por algumas vezes, mas em nenhuma delas tive a oportunidade de visitar o Recife antigo. Ah, como perdi tempo! O bairro é esplêndido, rico, lindo demais!

Vemos ali traços proeminentes das culturas portuguesa, holandesa, judia e francesa. A Europa do século passado está ali, vivíssima! O estilo eclético (sobreposição de ornamentos de diversas origens, que nasceu na França e se espalhou pelo mundo) e o neoclássico são de uma riqueza exuberante!

Para os meus seguidores estrangeiros, Recife é a capital do meu estado, Pernambuco.

Antes de postar algumas fotos, quero sintetizar um pouco da sua história. Falemos dos primórdios:

O nosso estado, abrigou a capitania de maior desenvolvimento econômico da primeira metade do século XVI e abrigou a mais importante colonização europeia no Brasil.
A primeira expedição que aportou em Pernambuco foi a do português Gonçalo Coelho (1501), no propósito de desbravar Fernando de Noronha (primeira capitania hereditária do Brasil (1504).
Neste período, já havia a exploração de piratas franceses: consta que Jean Duperet, capitão do navio francês La Pélerine, construiu uma fortaleza provisória no litoral de Pernambuco.

O referido francês carregou um navio de Pau-Brasil e seguiu para a Europa, enquanto a fortaleza ficou com 70 homens vigiando o local. Pero Lopes (expedição de Martim Afonso) derrotou os franceses e o navio La Pélérine foi capturado pelos portugueses.

A colonização efetiva de Pernambuco ocorreu com a chegada de Duarte Coelho, donatário da Capitania que se estendia desde Igarassu, ao norte, até o rio São Francisco, ao sul. Era a Nova Lusitânia, nome dado à Capitania pelo próprio donatário.

Sendo Duarte Coelho filho bastardo do navegador Gonçalo Coelho, recebeu de D. João III, a doação da Capitania de Pernambuco. Ali ele fundou um povoado numa colina, no ano de 1537 (esse povoado já era a Vila de Olinda).
Por volta de 1535, formou-se também um povoado em um porto natural, perto de Olinda. Posteriormente, tornou-se a Vila do Recife.
Pernambuco passou a ser a mais próspera capitania brasileira (engenhos de açúcar).
Após a morte de Duarte Coelho, os holandeses invadiram a capitania (1630 a 1654) e estabeleceram sua capital em Recife (Maritzstad – Mauriceia, como a chamavam, homenageando Maurício de Nassau).

No início do século 18, grande parte dos nobres da Capitania, morava em Olinda, enquanto Recife abrigava a maioria dos comerciantes, chamados de mascates. Devido a conflitos de demarcação de terras entre os dois municípios, moradores de Olinda invadiram Recife, em 1710, iniciando a Guerra dos Mascates. Ameaçado, o governador Castro embarcou para a Bahia. O novo governador, Felix José Machado de Mendonça, sufocou a rebelião no ano seguinte, fazendo concessões a ambos os lados.
Em 1716, a Capitania de Pernambuco foi incorporada à Coroa Portuguesa, que indenizou o herdeiro do donatário. Em 1763, a Coroa também adquiriu Itamaracá.
A partir de 1811, Pernambuco foi palco de revoltas separatistas, que culminou com a Revolução Pernambucana de 1817. Pernambuco era uma das capitanias mais ricas do Brasil e os pernambucanos não se conformavam em pagar impostos para sustentar o desenvolvimento e os privilégios no Rio de Janeiro. Em 7 de março de 1817, os revolucionários estabeleceram um governo provisório de uma república independente. Em resposta, D. João VI enviou uma frota com Lord Cochrane e Francisco de Lima e Silva, contra os rebeldes. O governo português foi restabelecido, em Recife. Alguns de seus líderes foram presos e executados.
Alguns presos foram enviados para a Bahia. Desses, alguns foram fuzilados no Campo da Pólvora. Outros permaneceram encarcerados no Forte de São Pedro.  Bahia e Pernambuco tiveram forte conexão nos movimentos que resultaram na Independência do Brasil. O médico e jornalista baiano Cypriano Barata, por exemplo, um dos líderes da Conjuração baiana (1796-1798), participou ativamente da Revolução em Pernambuco. Os revolucionários que continuaram presos no Forte de São Pedro provavelmente tiveram alguma relação com o movimento armado de oposição à Coroa portuguesa, que eclodiu em fevereiro de 1821, em Salvador.
Após a Independência do Brasil, outro conflito ocorreu, em 1824. Insatisfeitos com a nova constituição imposta por D. Pedro I, líderes pernambucanos proclamaram a Confederação do Equador, que buscava reunir as províncias de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Tropas enviadas pelo Imperados reprimiram a insurreição em novembro do mesmo ano.
Em 1848, aconteceu a Revolução Praieira, em que Joaquim Nabuco pregava ideais republicanos.
Com a República, Pernambuco tornou-se um estado da Federação. Ainda era um grande produtor de açúcar.
No início do século 20, Pernambuco continuou seu ritmo desenvolvimentista. Em 1960, Recife era a terceira maior cidade do Brasil, em população, com cerca de 800 mil habitantes.
A presença destes imigrantes, por vezes subestimada, construiu a história do Estado junto com os escravos negros africanos e os nativos ameríndios.

A diversidade de etnias (portugueses, alemães, italianos, franceses, indígenas, árabes...), fez com que o Estado se tornasse tão heterogêneo.
 Cá para nós: eu sempre pensei que Maurício de Nassau fosse português (ele era alemão).

Todos estes feitos, estão vivos no Recife antigo, reformado de 1909 até 1920, no propósito de modernização.

A beleza dos sobrados portugueses, me deixou embevecida! Quanta riqueza!

O bairro abrigou o primeiro porto de Pernambuco (invadido pelos holandeses), caracterizado pelos sobrados portugueses.

Embora os holandeses tenham invadido o porto, eles não contribuíram com a arquitetura atual do bairro.

O Recife antigo é o bairro mais tradicional da capital e um polo cultural e de muita animação (restaurantes, boates, feirinha de artesanato), com a beleza do Marco zero ((à beira do rio Capibaribe), de onde se medem todas as distâncias no estado de Pernambuco e da primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur (Israelita, construída em 1637 por judeus vindos de Amsterdã.

Ali também se encontra a  Praça das esculturas de Brennand (artista plástico, ceramista, pintor e escultor recifense – amigo intimo de Ariano Suassuna); Barcos atravessam o rio Capibaribe para que se possa visualizar melhor estas obras.


Ali se encontram ruas com paralelepípedos e pedras portuguesas e o retrato vivo da invasão holandesa.

Não cheguei a visitar o Shopping Paço Alfândega (antigo convento), construído a mais de 280 anos pelo imperador ( e hoje um dos principais centros turísticos do Recife (noventa e seis anos após o início da ocupação, abrigou-se ali a Alfândega Pernambuco, no período de exportação da Cana de açúcar. O prédio foi tombado como Patrimônio histórico cultural nacional e passou a ser reformado em 2.000. Dizem que do prédio, a visão do Recife antigo e o por do sol no Capibaribe é maravilhoso.

As ocupações portuguesas-holandesas e a revitalização da cidade, atraem muitos turistas.

A Torre Malakoff (nome dado pela população) que remonta a Guerra da Crimeia (Rússia), tem na sua  arquitetura, traços das  mesquitas do oriente (estilo tunisiano). Construída (1853-1855) para servir como observatório astronômico e portão monumental do Arsenal da marinha, hoje funciona como espaço cultural (artes visuais e músicas).


Recife é uma das poucas cidades brasileiras que tem um cemitério próprio para os imigrantes ingleses e seus descendentes: o Cemitério dos ingleses. Apresenta um portão de ferro datado de 1852 - obra dos ingleses da Fundição d'Aurora - e possui um administrador particular, não remunerado, que é eleito por ingleses e seus descendentes.

O último bonde inglês a circular no Recife fazia o trajeto Boa Vista - Madalena, e funcionou até março de 1954. O bonde permanece exposto na Fundação Joaquim Nabuco.

Muitos estrangeieos estiveram nas nossas terras: japoneses, suecos, dinamarqueses, russos...


E não se sabe ao certo, mas dizem que o frevo provém da cultura russa.


Eu e o maridão ficamos apaixonados pela riqueza histórica. Estávamos acompanhados de uma sobrinha amada, Alexsandra Peixoto e seus adoráveis filhos (Mateus e Stela). 

Apaixonante!

Vejam alguns cliques do lugar. Creio que irão adorar (embora câmera não tenha sido boazinha).


"Beijim" nordestino!

Lu 








quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Moti (bolinho de arroz


Que sabor bão danado!
Bão demais também, é a questão cultural tão arraigadada!
Gosto de comer com shoyo mas meus filhos gostam regado a açúcar...

Se demoramos para comermos, o organismo reclama
:: Moti
por Célia Sayuri Yano
Também conhecido como bolinho de arroz.
O arroz utilizado na feitura do moti é diferente do arroz comumente usado na culinária japonesa, e nas lojas vem especificado como ‘arroz moti’.
O moti tsuki (literalmente, ‘bater moti ’) é feito num ussu (pilão japonês), com a ajuda de um tsuchi (lê-se tsuti), que é uma espécie de grande marreta de madeira. Sendo uma tarefa para duas pessoas, o interessante começa aqui: uma bate enquanto outra esborrifa um pouco de água nos intervalos entre as batidas (quando o companheiro levanta o tsuchi); isso é feito para o arroz não grudar no bastão ou no pilão. O processo é repetido até o arroz ficar no ponto certo do moti: uma massa lisa e firme.
Normalmente feito em ocasiões festivas, principalmente na véspera de Ano Novo, esse método tradicional reúne muitas pessoas em torno do pilão e cada uma bate algumas vezes, simbolizando a união, tanto no plantio, na colheita ou no preparo do arroz. Esses grupos costumam ser de homens (de um bairro, por exemplo), cada um trazendo uma quantidade de arroz cozido (obviamente, feito pela esposa, filha, irmã ou mãe). E o moti é feito em grande quantidade, sendo distribuído entre os participantes. Ou vendidos, no caso dos eventos realizados no Bairro da Liberdade, em São Paulo, sempre no dia 31 de dezembro.
Curiosidade: ussu, ou pilão japonês,  era feito escavando-se um tronco de árvore de grande envergadura. Nas antigas colônias de imigrantes japoneses do Brasil usava-se árvores nativas como matéria prima. Depois de derrubado, o tronco passava alguns dias sob chuva e sol até a seiva secar, e só então era escavado – do centro para as laterais. Depois de pronto, mais alguns dias para secar e seu interior recebia um banho de cera (material usado na produção de velas), para preencher possíveis rachaduras e orifícios da madeira.
Alguns tipos de moti:
O-sonae moti – bolos maiores e sem recheio, de dois tamanhos diferentes (colocando-se o menor sobre o maior), feitos especialmente para oferecer nos altares budistas em comemoração ao Ano Novo.
Ko-Moti – são os bolinhos sem recheio, geralmente vendidos em pacotes de dez ou doze unidades. Conservar em geladeira, embrulhado em papel alumínio ou em recipiente com tampa e que não tenha cheiro. Em dias frescos, pode ser deixado ao ar livre – mesmo que resseque, basta aquecer um pouco no forno ou na frigideira para que amoleça novamente.
O ko-moti e o o-sonae moti podem ser consumidos de várias maneiras:
- Puro; só polvilhado com açúcar, ou com açúcar e um pouco de molho shoyu;
- Grelhado (em chapa ou frigideira sem óleo) – assim que estufar, é colocado num prato (ou tigela) com um pouco de molho shoyu e açúcar. Se não tiver habilidade no uso do ohashi (palitos próprios para pegar e comer os alimentos), use garfo e faca para picar o moti – prefira pedaços bem pequenos para poder engoli-los, visto que a mastigação é difícil.
- Ozoni – um prato típico de inverno, presente principalmente no Ano Novo, mas que pode ser degustado em qualquer época do ano para os apreciadores. São pedaços de moti colocados em missoshiru. O ponto é quando os pedaços menores se desintegram na sopa e os pedaços maiores ficam flutuando.
Cuidado: a falta de hábito em comer este prato costuma provocar engasgamentos.
Anko-moti – moti recheado com anko (doce de feijão azuki).
Kinako-moti – moti colorido por corante verde, recheado com anko e polvilhado por kinako (farinha de soja).
A combinação de motis coloridos e outros doces que encontramos à venda nas lojas de produtos japoneses representa “a alegria sempre presente na vida, em cada dia do ano, como se fosse Dia de Ano Novo”. Nas tradições antigas existiam regras na arrumação dos pratos – de doces ou de outros, dependendo da ocasião: em festividades, um visual colorido e ‘expansivo’; e nas missas, um visual mais sóbrio. Incluía-se também a escolha das estampas de louças de acordo com as estações do ano, assim como as roupas. Mas, isso já é outra história.
Hoje em dia o moti pode ser feito também com o uso do liqüidificador, onde é moído antes de cozinhar.

Receita de ‘Moti’ caseiro, com liquidificador

Ingredientes:
500 gr de arroz moti
Água para deixar de molho – pré fervida ou mineral
Recipiente – prefira os de vidro ou porcelana (que não deixa odores)
Aproximadamente 02 copos americanos de água pré fervida ou mineral para colocar no liqüidificador.
Modo de preparo:
Após lavar bem, deixar o arroz de molho por 03 a 05 horas, com pouca água – suficiente para cobrir os grãos e mais um pouco.
Jogar o que restar da água do molho e passar no liqüidificador, com 02 copos de água; colocar na mesma vasilha e deixar assentar por 01 hora (de preferência, na geladeira, em dias muito quentes).
Para o cozimento, preparar um tecido fino dentro da panela à vapor para receber a massa de arroz.
Jogar a água em excesso e cozinhar a massa, mexendo de vez em quando com uma colher de pau (ou shamoji, próprio para arroz). Pode-se deixar em fogo alto por 40 min ou até ficar no ponto.
A característica do moti é uma massa bem consistente.
Para fazer os bolinhos ou recheá-los com anko, use a massa ainda quente (num ponto que não queime as mãos). Para facilitar, despeje sobre uma superfície coberta com amido de milho (do tipo maisena) para não grudar tanto nas mãos. Pode-se usar uma colher para separar os pedaços enquanto se faz os bolinhos.
Rende duas porções de o-sonae-moti (uma menor e outra maior). Se for ko-moti, rende de 25 a 30 unidades.
Dicas:
- Use sempre água pré-fervida, filtrada ou mineral para evitar o cheiro característico do cloro, no preparo do arroz.
- Se for rechear, recomenda-se fazer o anko antes.


- Para cozinhar no microondas: usar recipiente para microondas e deixar por 10 minutos em potência alta.

(Site de referência: www.culturajaponesa)
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Receitas:       (culinariajaponesa.com)



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A desforra



"Quando eu estiver velhinha, vou morar um pouco com cada filho,
e dar a eles tantas alegrias... Do jeito que eles me deram.
Quero retribuir tudo o que desfrutei deles fazendo as mesmas coisas.
Oh, eles vão adorar!
Escreverei nas paredes com lápis de cores diversas,
pularei nos sofás de sapatos e tudo. Beberei das garrafas
e as deixarei vazias e fora da geladeira, entupirei de papel
os vasos sanitários; como eles ficarão bravos com isso!
(Quando eu estiver velhinha e for morar com meus filhos)...
Quando eles estiverem ao telefone e não puderem me alcançar,
vou aproveitar para brincar com o açúcar ou com a água sanitária.
Eles vão balançar suas cabeças e correr atrás
de mim.Mas, eu estarei escondida debaixo da cama.
Quando me chamarem para o jantar que eles prepararam,
não vou comer as verduras, as saladas ou a carne,
vou engasgar com o quiabo e derramar leite na mesa,
e quando se zangarem, corro ― se for capaz!
Sentarei bem perto da TV e vou mudar de canal o tempo todo.
Tirarei as meias pela sala e perderei sempre um pé;
e vou brincar na lama até o final do dia.
E mais tarde, à noite, já deitada, vou agradecer a Deus por tudo,
fechar meus olhinhos para dormir, e meus filhos vão olhar para mim com um meio sorriso e vão dizer:
― Ela é tão doce quando está dormindo!"

Luciana Viter

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Novos rumos

Ontem, a escola Edison Nolasco iniciou o ano letivo 2018, com um encontro pedagógico de muito bom gosto: fomos recepcionados com marchinhas carnavalescas, chocolates e sorrisos contagiantes/animados da gestão escolar.

Saliento que esse foi o meu primeiro dia na escola e confesso que me encantei!

Querem saber o porquê? Vamos lá!

Como excelente observadora, percebi de antemão que houve um planejamento realizado por amor: tudo sob controle! 

. O foco nos objetivos foram mantidos, havia uma pauta bem definida e o tempo das atividades foi bem direcionado. 
. Não se perdeu o rumo e a fluidez foi visível aos olhos.
. Os colegas de trabalho estiveram o tempo todo centrados e não houve desvio da pauta, de forma que não se inseriu ali, assuntos paralelos.
. A pauta teve início, meio e fim.

Um encontro muito agradável: dinâmicas suaves, inovadas, estudos muito bem direcionados e agradavelmente apresentados (sem mimimis) ou fuga do objetivo proposto.

Admiravelmente, planejou-se as primeiras atividades com o corpo discente e o horário de aulas (já devidamente impresso), foi entregue a todos os servidores.

De quebra, almoçamos na escola (o que me serviu para aproximar-me melhor daqueles que agora serão meus companheiros de luta por um país melhor, por uma sociedade mais firmada e cidadãos comprometidos com o seu verdadeiro papel perante o mundo que lhes cercam...

Feliz por ter como adjunta, minha eterna aluna Elaine Torres (ser humano digno de louvores) e como secretária, minha companheira de outros carnavais, Cícera Cilene.

Feliz por viver uma nova experiência e poder conviver com novos profissionais (a saudade dos que deixei, bate muito forte, uiiiiiii!), novos desafios e novas esperanças!

Quero plantar sementes novas (as que plantei outrora, hoje germinam) e desejo aprender um pouco mais, para me tornar cada vez melhor.

Obrigada a todos (aos que me recebem)
e ao meu povo lindo do NM6 (por permitirem que eu alçasse voo).

Juntos seremos +

Lu Imoto

















quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sócrates nada sabia?

Imagem: http://twocircles.net/

Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo.


(Sócrates)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Geladoteca



Uma ideia muito bacana, encontrada nos corredores do HSE - Hospital dos servidores do Estado de PE.

Realmente encantador!

Tinha que fotografar!