Tempo, tempo, tempo, tempo...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Moti (bolinho de arroz


Que sabor bão danado!
Bão demais também, é a questão cultural tão arraigadada!
Gosto de comer com shoyo mas meus filhos gostam regado a açúcar...

Se demoramos para comermos, o organismo reclama
:: Moti
por Célia Sayuri Yano
Também conhecido como bolinho de arroz.
O arroz utilizado na feitura do moti é diferente do arroz comumente usado na culinária japonesa, e nas lojas vem especificado como ‘arroz moti’.
O moti tsuki (literalmente, ‘bater moti ’) é feito num ussu (pilão japonês), com a ajuda de um tsuchi (lê-se tsuti), que é uma espécie de grande marreta de madeira. Sendo uma tarefa para duas pessoas, o interessante começa aqui: uma bate enquanto outra esborrifa um pouco de água nos intervalos entre as batidas (quando o companheiro levanta o tsuchi); isso é feito para o arroz não grudar no bastão ou no pilão. O processo é repetido até o arroz ficar no ponto certo do moti: uma massa lisa e firme.
Normalmente feito em ocasiões festivas, principalmente na véspera de Ano Novo, esse método tradicional reúne muitas pessoas em torno do pilão e cada uma bate algumas vezes, simbolizando a união, tanto no plantio, na colheita ou no preparo do arroz. Esses grupos costumam ser de homens (de um bairro, por exemplo), cada um trazendo uma quantidade de arroz cozido (obviamente, feito pela esposa, filha, irmã ou mãe). E o moti é feito em grande quantidade, sendo distribuído entre os participantes. Ou vendidos, no caso dos eventos realizados no Bairro da Liberdade, em São Paulo, sempre no dia 31 de dezembro.
Curiosidade: ussu, ou pilão japonês,  era feito escavando-se um tronco de árvore de grande envergadura. Nas antigas colônias de imigrantes japoneses do Brasil usava-se árvores nativas como matéria prima. Depois de derrubado, o tronco passava alguns dias sob chuva e sol até a seiva secar, e só então era escavado – do centro para as laterais. Depois de pronto, mais alguns dias para secar e seu interior recebia um banho de cera (material usado na produção de velas), para preencher possíveis rachaduras e orifícios da madeira.
Alguns tipos de moti:
O-sonae moti – bolos maiores e sem recheio, de dois tamanhos diferentes (colocando-se o menor sobre o maior), feitos especialmente para oferecer nos altares budistas em comemoração ao Ano Novo.
Ko-Moti – são os bolinhos sem recheio, geralmente vendidos em pacotes de dez ou doze unidades. Conservar em geladeira, embrulhado em papel alumínio ou em recipiente com tampa e que não tenha cheiro. Em dias frescos, pode ser deixado ao ar livre – mesmo que resseque, basta aquecer um pouco no forno ou na frigideira para que amoleça novamente.
O ko-moti e o o-sonae moti podem ser consumidos de várias maneiras:
- Puro; só polvilhado com açúcar, ou com açúcar e um pouco de molho shoyu;
- Grelhado (em chapa ou frigideira sem óleo) – assim que estufar, é colocado num prato (ou tigela) com um pouco de molho shoyu e açúcar. Se não tiver habilidade no uso do ohashi (palitos próprios para pegar e comer os alimentos), use garfo e faca para picar o moti – prefira pedaços bem pequenos para poder engoli-los, visto que a mastigação é difícil.
- Ozoni – um prato típico de inverno, presente principalmente no Ano Novo, mas que pode ser degustado em qualquer época do ano para os apreciadores. São pedaços de moti colocados em missoshiru. O ponto é quando os pedaços menores se desintegram na sopa e os pedaços maiores ficam flutuando.
Cuidado: a falta de hábito em comer este prato costuma provocar engasgamentos.
Anko-moti – moti recheado com anko (doce de feijão azuki).
Kinako-moti – moti colorido por corante verde, recheado com anko e polvilhado por kinako (farinha de soja).
A combinação de motis coloridos e outros doces que encontramos à venda nas lojas de produtos japoneses representa “a alegria sempre presente na vida, em cada dia do ano, como se fosse Dia de Ano Novo”. Nas tradições antigas existiam regras na arrumação dos pratos – de doces ou de outros, dependendo da ocasião: em festividades, um visual colorido e ‘expansivo’; e nas missas, um visual mais sóbrio. Incluía-se também a escolha das estampas de louças de acordo com as estações do ano, assim como as roupas. Mas, isso já é outra história.
Hoje em dia o moti pode ser feito também com o uso do liqüidificador, onde é moído antes de cozinhar.

Receita de ‘Moti’ caseiro, com liquidificador

Ingredientes:
500 gr de arroz moti
Água para deixar de molho – pré fervida ou mineral
Recipiente – prefira os de vidro ou porcelana (que não deixa odores)
Aproximadamente 02 copos americanos de água pré fervida ou mineral para colocar no liqüidificador.
Modo de preparo:
Após lavar bem, deixar o arroz de molho por 03 a 05 horas, com pouca água – suficiente para cobrir os grãos e mais um pouco.
Jogar o que restar da água do molho e passar no liqüidificador, com 02 copos de água; colocar na mesma vasilha e deixar assentar por 01 hora (de preferência, na geladeira, em dias muito quentes).
Para o cozimento, preparar um tecido fino dentro da panela à vapor para receber a massa de arroz.
Jogar a água em excesso e cozinhar a massa, mexendo de vez em quando com uma colher de pau (ou shamoji, próprio para arroz). Pode-se deixar em fogo alto por 40 min ou até ficar no ponto.
A característica do moti é uma massa bem consistente.
Para fazer os bolinhos ou recheá-los com anko, use a massa ainda quente (num ponto que não queime as mãos). Para facilitar, despeje sobre uma superfície coberta com amido de milho (do tipo maisena) para não grudar tanto nas mãos. Pode-se usar uma colher para separar os pedaços enquanto se faz os bolinhos.
Rende duas porções de o-sonae-moti (uma menor e outra maior). Se for ko-moti, rende de 25 a 30 unidades.
Dicas:
- Use sempre água pré-fervida, filtrada ou mineral para evitar o cheiro característico do cloro, no preparo do arroz.
- Se for rechear, recomenda-se fazer o anko antes.


- Para cozinhar no microondas: usar recipiente para microondas e deixar por 10 minutos em potência alta.

(Site de referência: www.culturajaponesa)
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Receitas:       (culinariajaponesa.com)



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A desforra



"Quando eu estiver velhinha, vou morar um pouco com cada filho,
e dar a eles tantas alegrias... Do jeito que eles me deram.
Quero retribuir tudo o que desfrutei deles fazendo as mesmas coisas.
Oh, eles vão adorar!
Escreverei nas paredes com lápis de cores diversas,
pularei nos sofás de sapatos e tudo. Beberei das garrafas
e as deixarei vazias e fora da geladeira, entupirei de papel
os vasos sanitários; como eles ficarão bravos com isso!
(Quando eu estiver velhinha e for morar com meus filhos)...
Quando eles estiverem ao telefone e não puderem me alcançar,
vou aproveitar para brincar com o açúcar ou com a água sanitária.
Eles vão balançar suas cabeças e correr atrás
de mim.Mas, eu estarei escondida debaixo da cama.
Quando me chamarem para o jantar que eles prepararam,
não vou comer as verduras, as saladas ou a carne,
vou engasgar com o quiabo e derramar leite na mesa,
e quando se zangarem, corro ― se for capaz!
Sentarei bem perto da TV e vou mudar de canal o tempo todo.
Tirarei as meias pela sala e perderei sempre um pé;
e vou brincar na lama até o final do dia.
E mais tarde, à noite, já deitada, vou agradecer a Deus por tudo,
fechar meus olhinhos para dormir, e meus filhos vão olhar para mim com um meio sorriso e vão dizer:
― Ela é tão doce quando está dormindo!"

Luciana Viter

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Novos rumos

Ontem, a escola Edison Nolasco iniciou o ano letivo 2018, com um encontro pedagógico de muito bom gosto: fomos recepcionados com marchinhas carnavalescas, chocolates e sorrisos contagiantes/animados da gestão escolar.

Saliento que esse foi o meu primeiro dia na escola e confesso que me encantei!

Querem saber o porquê? Vamos lá!

Como excelente observadora, percebi de antemão que houve um planejamento realizado por amor: tudo sob controle! 

. O foco nos objetivos foram mantidos, havia uma pauta bem definida e o tempo das atividades foi bem direcionado. 
. Não se perdeu o rumo e a fluidez foi visível aos olhos.
. Os colegas de trabalho estiveram o tempo todo centrados e não houve desvio da pauta, de forma que não se inseriu ali, assuntos paralelos.
. A pauta teve início, meio e fim.

Um encontro muito agradável: dinâmicas suaves, inovadas, estudos muito bem direcionados e agradavelmente apresentados (sem mimimis) ou fuga do objetivo proposto.

Admiravelmente, planejou-se as primeiras atividades com o corpo discente e o horário de aulas (já devidamente impresso), foi entregue a todos os servidores.

De quebra, almoçamos na escola (o que me serviu para aproximar-me melhor daqueles que agora serão meus companheiros de luta por um país melhor, por uma sociedade mais firmada e cidadãos comprometidos com o seu verdadeiro papel perante o mundo que lhes cercam...

Feliz por ter como adjunta, minha eterna aluna Elaine Torres (ser humano digno de louvores) e como secretária, minha companheira de outros carnavais, Cícera Cilene.

Feliz por viver uma nova experiência e poder conviver com novos profissionais (a saudade dos que deixei, bate muito forte, uiiiiiii!), novos desafios e novas esperanças!

Quero plantar sementes novas (as que plantei outrora, hoje germinam) e desejo aprender um pouco mais, para me tornar cada vez melhor.

Obrigada a todos (aos que me recebem)
e ao meu povo lindo do NM6 (por permitirem que eu alçasse voo).

Juntos seremos +

Lu Imoto

















quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sócrates nada sabia?

Imagem: http://twocircles.net/

Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo.


(Sócrates)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Geladoteca



Uma ideia muito bacana, encontrada nos corredores do HSE - Hospital dos servidores do Estado de PE.

Realmente encantador!

Tinha que fotografar!