Tempo, tempo, tempo, tempo...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Colégio Desafio homenageia Gonzagão





O Colégio Desafio também prestou sua homenagem ao Rei do baião (último final de semana), por meio de uma gincana que atrelou o centenário de Luiz Gonzaga, à sustentabilidade do planeta (um tema muito frequente nas composições do homenageado).
Um evento de "tirar o chapéu (até mesmo o de couro!!!): organização, animação, compromisso, beleza, dinamismo, energia e autenticidade estiveram ali presentes de maneira pomposa.
Meus parabéns a todos que fizeram parte de tão belo trabalho educacional (incluindo-se aqui, a qualidade das fotos (aqui expostas) de Suzanne Fontinelli, do Portão SG.







O meu japinha se fez presente, claro!



Meu filho é lindo, né? hehehe





terça-feira, 22 de maio de 2012

No Japão, a Constituição garante liberdade de religião para todos, embora a religião predominante seja mesmo o budismo e o xintoísmo seja a religião nativa, esta última se tornou a religião das comunidades. E, gente!!! É santuário, templo em todo local...Tal qual cemitério. Há em toda parte da cidade e dizem, que isto é comum  no Japão:eles se misturam aos comércios e são muitos ! Creio que são classificados por espécie de bairro, família ou coisa parecida... 


É fato: os japoneses cultuam fervorosamente os seus antepassados!


Eu e os niños - Num desses cemitérios em Nagahama (chão coberto de neve)
Lembro-me que como trabalhava num local bem interiorano, nas idas e vindas eu me surpreendia com a quantidade de cemitérios que encontrava... Um escândalo! A cidade estava repleta deles e algo que me ensimesmou, foi ter visto alimento em cima de um túmulo... Tratei logo de pesquisar  e descobri que tal costume originou-se de um sutra budista onde, conta a história, um monge chamado Mokuen, sabedor que sua mãe passava fome no inferno, ofertou-lhe arroz, a fim de alimentá-la. 


À medida que a mãe colocava a comida na boca, ela se transformava em fogo e queimava sua boca.


Mokuen resolveu pedir ajuda a Buda e ele solcitou-lhe que no dia 15 de julho, o monge mantivesse todos os colegas de mosteiro  enclausurados durante  um dia, a fim de que não pisassem em nenhum inseto ou flor.


Para convencê-los, Mokuen convidou os monges para um banquete em homenagem a sua mãe e ofereceu-lhes muita comida, muita bebida, de modo que os mesmos não se retiraram dali e no dia seguinte, ali surgiu sua mãe transformada em um ser iluminado, que flutuava suavemente...


Mokuen a comparou a uma chouchin (lanterna japonesa), levada pelo vento e dançou de tanta alegria.


Seguiram-se a ele, todos os monges, formaram uma grande roda que passou a chamar-se de "círculo da felicidade".

Assim surgiu o BON ODORI, uma celebração às almas dos antepassados, da qual falarei numa próxima postagem.


Vejam algumas das minhas fotos em cemitérios e templos:

De um cemitério que ficava ao lado do prédio em que morávamos...




Imagens - no mesmo cemitério (com direito a avental, porque  costuma-se alimentá-las...)



Este cemitério ficava em frente ao supermercado (algumas quadras do nosso prédio)



Entrada do cemitério

Euzinha num templo budista... Foto ruimmmmm!



Os niños - santuário da comunidade

Maridão e filho (outro templo)

Olha o Rick admirado!

Há santuários particulares próximos de residências...






Os papeis pendurados, são pedidos aos deuses...


Parque - ao lado do prédio onde morávamos (Muito lindo!)


O pequeno não resistia às subidas (ida para a creche)

LUIZ: canto, sanfona e zabumba

E aí vai o cordel produzido por Rosiane dos Santos Oliveira, aluna do 2º ano B:

Na cidade de Exu
Luiz Gonzaga nasceu
E tocando sanfona
Seu grande pai o recebeu.

Foi ainda bem criança
Que Lula se interessou
Pela sanfona de oito baixos
Que seu pai sempre tocou

Tocando zabumba e cantando
Luiz, a seu pai ajudou
Em festas religiosas
E forrós no interior

Tomou gosto pela coisa
Quando num fole puxou
E o grande rei do baião
O sertão lhe consagrou

Como tantos nordestinos
Emigrou para o sudeste
Levando sua sanfona
E saudades do Nordeste

Sobreviveu no Rio
Como artista de rua
Ensinando para muitos 
Que a vida continua

Foi tocando assim, então
Músicas de sua região
Fazendo um grande sucesso 
Com o xote, xaxado e baião

Como cantor e compositor
Sucedeu-se na carreira
Deixando a marca nordestina
Nas regiões brasileiras

De 1912  ao ano de 1989
Se há vida após a morte
Eis uma grande razão:
Presente está o rei do baião!

Ali estará Gonzagão
Com o seu fole de mão
Sempre animando tudo
Do outro lado do mundo!

Tudo o que aqui falei
Foi com muita emoção
Pois não há nada melhor
Que a cultura de nossa região!

Assim, libero o meu gritão:
Viva o lindo centenário
Do cabra Luiz Gonzaga 
O grande rei do baião!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Show de dança!!!

video

Com 04 anos, o Rick (filho menor) quis incrementar a festinha de aniversário (JAPÃO).

A busca do equilíbrio


" Se não formos capazes de viver inteiramente como pessoas, ao menos façamos tudo para não viver inteiramente como animais."


José Saramago

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O homem, sua temporalidade e a eternidade dos livros...


PARÓDIA - Projeto "Luiz Gonzaga é 100"

Paródia: O tchá tchá de Gonzaga

Música: Eu quero Tchu eu quero tchá

                (João Lucas e Marcelo)

Autores:

Ø  Emerson Quirino (1º A)

Ø  Adriana Antonia (8ª A)

Ø  Jussara Eufrasio (8ª A)

Eu quero tchu, eu quero tchá
Eu quero tchu tchá tchá tchu tchu tchá
Tchu tchá tchá tchu tchu tchá (2x)
 
É isso aí galera, esse é o novo hit de Adriana e Jusssara...                                                                                     


Cheguei no baião, doidinho para cantar

Luiz Gonzaga começou e a gente vai terminar

Minha mãe me chamou e disse faz o tchá tchá tchá

Perguntei o que é isso, ela disse “eu vou te ensinar”

É uma dança cultural, no Nordeste já pegou

No Brasil explodiu, em Petrolina já bombou

No Nordeste Luiz faz, no mundão vai pegar

Então faz o xaxado, que a gente vai dançar.

Com Adriana e Jussara todo mundo vai cantar!

 Eu quero tchu, eu quero tchá
Eu quero tchu, tchá, tchá, tchu, tchu, tchá
Tchu, tchá, tchá, tchu, tchu, tchá ( 2 X )


domingo, 13 de maio de 2012

Eu, etiqueta





E quando passo a refletir sobre a maneira pela qual a sociedade vai vivendo: dominada por desejos, sentimentos, caprichos, objetos, que sutilmente lhes são impostos pela mídia e sobre os quais o homem perde o seu "nobre" controle, lembro-me do expressivo poema de Carlos Drummond de Andrade:




EU, ETIQUETA



Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo.
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidências.
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim mesmo,
ser pensante sentinte e solitário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente.)
e nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.