Tempo, tempo, tempo, tempo...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

EU DECRETO

Sou 'xonada' pelas poesias de Thiago de Mello (estimulada pela simplicidade que delas exalam).

O poema "Os estatutos do homem", está velhinho de tanto reler.

Deixo-vos alguns artigos para vosso deleite, viu?

Artigo II - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo IV - Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem, como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único: O homem confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo VIII - Fica decretado  que a maior dor sempre foi e será sempre, não poder dar amor a quem se ama, sabendo que é a água  que dma espada á à planta o milagre da flor.

Artigo XIII - Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal, para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

Artigo final: Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante, a liberdade será algo vivo e transparente, como um fogo, um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

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