Tempo, tempo, tempo, tempo...

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Morre Aznavour


Uma das mais belas vozes.
Não tenho o hábito de ouvir suas músicas mas quando as ouço, minha alma levita.
Aznavour, segundo a revista Time foi o cantor popular mais importante do seculo XX.
Não é em vão que está na calçada da fama (Hollywood).

Deixará saudades, contagiante francês!



sábado, 12 de janeiro de 2013

Para você, amada mãe!

Quantas poesias eu escrevi 'sem pestanejar' mas há em mim tantas palavras contidas, tantas coisinhas a serem ditas, tanta vontade de escrever-lhe algo que pudesse definir o que sinto pela sua falta mas os dedos adormecem no teclado e a caneta não desliza no papel. Choro. Apenas choro e elevo à sua alma as minhas humildes preces.

Hoje, Vinicius e Baden Powell emprestaram-me esse texto tão sublime que tão bem definem o que sente o meu coração cheinho de saudades de sua companhia...

Calo-me e "cantochoro, chorocanto"...



SAMBA EM PRELÚDIO

Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar
 
Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém
 
Ah, que saudade!
Que vontade de ver renascer nossa vida
Volta, querida
Os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus
Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém.
 
(26 dias sem você)

sábado, 24 de março de 2012

Salve, Chico!

Foto: Wagner Meyer


"Vou morrer no PROJAC, depois de um diretor dizer: "Corta. Valeu, Chico!"
Eu direi: "Que bom que valeu!" E morro em seguida... Será bonito!

(Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho)
12.04.31/ + 23.03.12 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Elis: uma pequena grande mulher!


ÉS FASCINAÇÃO... 

30 anos sem você,

"Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil..."

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A ALBERTO IMOTO

Como límpida água, desaguaste tuas alegrias em meio a todos nós...

Com teu esmero oriental,

coloriste a nossa vida com as cores

da alegria...

Nas infinitas atitudes de humildade,

tua alma elevava-se silenciosamente a esferas superiores...

Com teu espírito fraterno,

ensinaste a olharmos "para o alto",

enfrentando os obstáculos das alturas...

Com o teu poder ímpar do dom da oratória,

ensinaste que muitas vezes,

o silêncio supera todas as palavras...

Como bom educador, ensinaste que a união e o afeto

ajuda-nos a construir os significados dos sentimentos e emoções...

"Tornar o simples complicado é fácil.

Tornar o complicado simples,

Admiravelmente simples,

Isso é ser como você: criativo!"

( parafraseei Jann Valsiner )

Na tua vida de velho menino,

de menino velho,

foste lenda, foste mito,

deixaste marcas de

um "Papai Noel de

pernas finas",

de alma grande

um Papai Noel que

nunca, nunca mais morrerá em nós...

Deixaste a certeza de que viveste intensamente

de que necessário se faz que sejamos felizes a tempo...

Intensamente viveste

Serenamente ( quiçá? ) alçaste voo...

Não se pode dizer que partir ao lado da "cara metade"

não seja um privilégio de almas especiais como a tua, que tão

espiritualmente preparada, ainda preparaste um banquete de

despedidas

No teu último Natal....

Serás "Noel" em outra dimensão?

Não o sei...

Deixa-me com eternas saudades do seu saboroso "yakisoba" e daquele

pãozinho da mamãe, que um dia não deu certo e que te fez

ficar "todo birra"; em troca, leva tu ( em tua sacola de bondade ) esses

versos de Manuel Bandeira e que sejas feliz e "bonachão" sempre;

eternamente...

PREPARAÇÃO PARA A MORTE

A vida é um milagre.

Cada flor,

Com sua forma, sua cor, seu aroma,

Cada flor é um milagre.

Cada pássaro,

Com sua plumagem, seu voo, seu canto,

Cada pássaro é um milagre.

O espaço, infinito,

O espaço é um milagre.

A memória é um milagre.

Tudo é milagre.

Tudo, menos a morte.

- Bendita a morte, que é o fim de todos os milagres.

(Manuel Bandeira)

Itte rasshai!

"Morte, em ti quero agora

Esquecer que na vida

Não fiz senão amar."

( Estrofe do poema CANÇÃO PARA MINHA MORTE )