Tempo, tempo, tempo, tempo...

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Geladoteca



Uma ideia muito bacana, encontrada nos corredores do HSE - Hospital dos servidores do Estado de PE.

Realmente encantador!

Tinha que fotografar!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Parabéns, sempre, Rosa de Sharom!



E o Colégio Rosa de Sharom, mais uma vez, arrasou nos seus feitos: desfilou na passarela e não deixou a desejar, claro!

Tudo muito lindo e sincronizado! 

Admirável como em tão pouco tempo a escola se preparou de forma tão glamourosa!

Parabéns a todos que fazem a escola e perdão pela qualidade do vídeo: estava muito difícil filmar na Avenida.

O professor Hebberton, a coordenadora Edivânia e a gestora Iene, sempre esbanjando energia e boa vontade, foram impulsionadores da energia tão gostosa que nos transmitiram todos os participantes do desfile.

Parabéns a todos!



Meu filho caçula




terça-feira, 20 de novembro de 2012

Viva aTropicália-ia-ia-ia-ia!


"... O monumento é de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão
O monumento não tem porta
A entrada de uma rua antiga estreita e ma criança sorridente, feia e morta 
Estende a mão..."

sexta-feira, 27 de julho de 2012

ARTE EM PETROLINA


Nova edição de festival do SESC (03 a 18 de agosto), reúne mais de cem atrações artísticas locais e nacionais, atraindo cerca de 70 mil pessoas à cidade.


Exposições, mostras, performances, recitais, contação de histórias, lançamento de livros e conversas literárias fazem parte da programação do 8º Festival de Artes do Vale do São Francisco – Aldeia do Velho Chico, promovido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) de Petrolina. O evento, realizado de 3 a 18 de agosto em polos espalhados pela cidade do Sertão de Pernambuco, é um desdobramento do projeto nacional Palco Giratório.

Durante o período do festival, moradores e visitantes têm a oportunidade de acompanhar atrações no Sesc Petrolina, na Catedral, no Museu do Sertão, no Bambuzinho, na Praça Dom Malan e na Ilha do Massangano. E outros 10 bairros da cidade reúnem as atividades do evento.

Pela primeira vez, será realizada a Mostra Itinerante de Artes, com oficinas artísticas nas escolas da rede municipal e estadual de ensino. A vizinha cidade de Juazeiro, na Bahia, também recebe parte da programação, no Centro Cultural João Gilberto.

A abertura oficial do festival acontece no dia 3, com o Abre-Alas pro Velho Chico, um cortejo que sai do Sesc Petrolina às 16h, passa pelas ruas da cidade e segue em direção à Porta do Rio. Na orla, acontecem as apresentações de Aurinha do Coco, Afoxé Filhos de Zaze, Baque Opará, Samba de Veio e Tio Zé Bá.

A programação conta ainda com espetáculos teatrais, como Nem sempre Lila (PE), Classificados poéticos (AL) e Vila Tarsila (SP). Outro destaque são os espetáculos de dança Eu vim da ilha (PE) e O Sertão é lindo (BA).

A cada edição, o Festival de Artes do Vale do São Francisco – Aldeia do Velho Chico mobiliza aproximadamente mil artistas, promovendo mais de cem atrações locais e nacionais, além de movimentar um público de 70 mil pessoas durante os 16 dias de programação. Entre os convidados deste ano, estão Elisa Lucinda, Marcelino Freire, Chico Pedrosa, Virgilio Siqueira, Claudete Galvão, Gil Vicente, Renato Valle e Manoel Veiga.

Vale informar que o festival tem uma pré-programação, com atividades realizadas hoje, como oficinas de teatro de rua, cerâmica, dança, percussão, teatro, vídeo e literatura de cordel. As artes visuais estarão presentes nas prévias. Já está em cartaz, por exemplo, a exposição Memória instantânea – retrospectiva fotográfica do Festival Aldeia do Velho Chico, no Museu do Sertão.

Ainda pré-evento, no dia 2, às 20h, destaca-se a exposição Figura, paisagem e natureza morta, na Galeria de Artes Ana das Carrancas. A mostra traz trabalhos de artistas plásticos conceituados, como Gil Vicente, Renato Valle e Manoel Veiga.

 Texto de Cynthya Leite - JC online (26.07) - Sem minhas intervenções

quinta-feira, 17 de maio de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vem ver que trem!

Ontem eu tive a oportunidade de "papear" com Henri, um francês muito carismático que está expondo um lindo trabalho lá no Museu do Sertão, intitulado "Vem ver que trem".

"Vem ver que trem" é um mundo em miniatura (literalmente): o Mr. Henri junto ao filho, realizam a mágica de minimizar campos, casas, lojas, restaurantes e uma imensa gama de lugares, transformando-os em cenas habitáveis e intimamente próximas dos quadros reais.

Fotos do Portal SG
A exposição acontece desde o dia 14/01 e vai até o dia 02/02.

Uma imensa maquete riquíssima em minuciosidades e riquezas; carregada de um valor sentimental (pelo pouco que pude ver): Henri pratica a arte desde os 07 (sete) anos de idade.

Henri utiliza os diversos materiais para composição da arte: plástico, cerâmica, gesso, metal.

Quando me deparei com tamanha riqueza de detalhes, resolvi não apreciá-la num momento tão "corrido": dei-me a conversar com o artista, uma pessoa de uma sensibilidade bem grandona  exalada pelos poros, e cheinho de cultura (fala umas 07 línguas), simpatia e vivacidade que, apesar de já está em final de exposição, quis rapidinho ligar as luzes e expor-nos  (a mim, a Rick e a Vítor) seu trabalho... Fiquei somente a "papear", apanhando do "inglês", do "espanhol"  e do "japonês" que ele vagarosamente pronunciava, a fim de que eu assimilasse (kkkkk) e rindo muito com o jeito despojado e bonachão do artista.
Ainda bem que ele não quis conversar em francês, porque eu iria dizer "REVOIR"...

Fiquei de retornar lá, para apreciar o trabalho,  entrevistá-lo e fotografar para um post.

Antecipo meu post, com o propósito de divulgar tão bela arte e para que você não deixe de apreciá-la.

Não esqueça:

VEM VER QUE TREM - Museu do Sertão - Petrolina-PE
14/01 a 02/02/12.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Além das lentes...

Nutro uma grande admiração pelo trabalho do fotógrafo Rafael Benevides, um petrolinense de 39 anos e 20 de experiência profissional. 

Ele desenvolve uma arte cheia de sensibilidade; daí porque é considerado um ícone na grafia com luz, não somente na região, mas algumas partes do país.

Rafael é autor do livro “Luz & Poesia – Inspiração na fotografia de casamento” da Editora Photos e vem ministrando workshops de fotografia de casamento pelo país.

Que noiva deixou de ouvir o nome de Rafael Benevides?!

O fotógrafo não somente demonstra sua sensibilidade e compromisso através da fotografia: o que ele profere é sempre intenso, simples e contagiante: 
”Entendo que a fotografia é uma forma de expressão, onde usamos o nosso ‘’repertório’’ de experiências vividas e aprendidas para conceber imagens únicas e eternas. 
O equipamento é importante, porém o olhar e o entendimento é tão importante quanto este.
 
O que mais me surpreende na fotografia é a sua capacidade de fazer as pessoas sonharem, é poder fazer o tempo parar enquanto decodificamos uma imagem; é poder desligar as as pessoas do nosso mundo louco e acelerado e fazê-las mergulharem em sentimentos e lembranças.

Fotografar é poder mostrar ao mundo o seu ponte de vista; ser fotografado é estar de bem com a vida , é celebrar as vitórias e conquistas; ser fotografado é estar vivo.”

Gosto de ver seus ensaios e neles, aprendo a conhecer o artista, suas peculiaridades e “cliques” preferidos. Considero-o o Da Vinci das noivas: ele consegue deixá-las mais belas e desenha suas alegrias e contentamentos com muito esmero.

É gratificante ver o “nosso meio militar, meio engenheiro, meio administrador de empresas”, sendo destaque no Wedding Brasil 2012, o maior congresso de fotografia de casamento da América Latina, que acontecerá de 21 a 26 de abril, em SAMPA.

Que O Ser supremo o cubra de graças para que possa sempre ascender profissionalmente e que a união familiar (forte traço de sua personalidade) esteja cada vez mais fortalecida.

Abaixo, uma de suas colocações acerca da conquista e em seguida algumas de suas fotografias que são verdadeiras obras de arte, verdadeiras poesias imagéticas aos meus olhos:

“Hoje, com a foto estampada entre os trinta melhores do Brasil e do “mundo”, decidi que quero ser sempre o MELHOR DO MUNDO!
O melhor marido, o melhor pai e filho e o melhor amigo do mundo!”


Para saber mais, acesse: www.rafaelbenevides.com.br
(Rafael)
































domingo, 13 de novembro de 2011

Ana das Carrancas: a dama do barro


Há muitos anos venho pensando em postar sobre D. Ana (como a chamávamos), uma artista com quem tive a dádiva de poder conviver por muitos anos e por quem nutro uma imensa admiração.

Acho que o fato se dava, em virtude de não saber como colocar-me: se como alguém do convívio ou se como apenas uma admiradora... Fui escrevendo, escrevendo e deu no que deu.

Espero que eu tenha transmitido o que realmente quis, que é a real importância que possui essa figura para todos nós petrolinenses.

Na minha explanação, buscarei mesclar pedaços de sua biografia com um pouquinho dos momentos vividos em sua companhia, por terem sido algo de considerável importância à minha pessoa.

Falemos de Ana das Carrancas, a dama do barro, a D. Ana Leopoldina Santos, uma simples mulher, porém guerreira, e que pela arte e determinação tornou-se a mais importante artista popular do Vale do S. Francisco.

D. Ana era filha de artesã e agricultor e nasceu em 18/02/23, em Santa Filomena, distrito de Ouricuri-PE).

Aos sete anos já moldava panelas, santos e outros utensílios, no propósito de auxiliar sua mãe nas feiras, para o sustento da família.

Na época em que frequentava o seu galpão (ali onde nosso grupo de jovens do bairro Gercino Coelho se encontrava, graças à bondade de D. Ana, que gentilmente nos cedeu o espaço para as reuniões), ouvia da Cruz (Mª da Cruz) contar que sua mãe tinha vindo para Petrolina, em virtude das dificuldades financeiras e que foi às margens do Rio S. Francisco ( na busca pelo barro que já estava escasso nas proximidades do galpão) que D. Ana teve a inspiração de fazer a sua primeira carranca,  vislumbrando as de madeira que surgiam nas proas das barcas ancoradas à beira rio.


Sabe-se também que D. Ana havia sido viúva e casou-se ainda jovem com o Sr. José Vicente de Barros, que era "cego de nascença" (expressão bem nordestina) devido a problemas consanguíneos.

Eu os via sempre juntinhos naquele galpão: embora cego, ele a ajudava amassando o barro, enquanto conversavam horas a fio.
(A impressão que eu tinha é que ele não envelhecia...)
E foi por meio desse amor e forte união, que D. Ana passou a modelar suas famosas carrancas de "olhos vazados" (em  homenagem ao seu amor José).

Centro de Cultura Ana das Carrancas

A fama da artesã não chegou facilmente: muitos dizem que quando ela passou a vender suas carrancas na feira, grande parte das pessoas sorriam e diziam ser uma "arte de loucos" e foi somente na década de 70 que dois assessores da EMPETUR (Olímpio Bonald Neto/Francisco Bandeira de Melo) a descobriu, através de uma pesquisa sobre o artesanato pernambucano.

E você, sabe a origem das carrancas do S. Francisco?



A carranca do S. Francisco é conhecida como uma arte única: uma manifestação artística própria de entalhadores(chamados de carranqueiros) de troncos de madeira que dão feição às toras que transformadas em carrancas: seres para lá de feios ( hehehe) e que eram primordialmente moldados para uso em proas de embarcações, a fim de afugentar seres mitológicos, lendários e até mesmo os monstros das águas... ("Vixeeeeee", falei bonito!!! Eu nem sabia que sabia!).
Hoje, a carranca é utilizada como adorno em diversos locais, principalmente em fachadas de comércios e residências (inclusive em outros países), por afastarem os maus espíritos.

Iguais às carrancas de D. Ana, só se forem cópias! E foi por ser uma arte diferente, que ela passou a tornar-se conhecida nacional e internacionalmente (e foi parar em museu canadense).

No ano de 2005, foi agraciada com a Ordem do Mérito Cultural (quando Gilberto Gil era ministro da cultura) e também recebeu o título de Patrimônio Vivo de PE (Governo do Estado).

Quando vejo os títulos, fotos, sinto saudade daquele jeitão humilde que só ela tinha! Uma humildade tão vista a olhos nus! Era algo de sua personalidade... Assim como também era de sua personalidade aquele jeitão de mulher ríspida, brava, que nos dava broncas, mas que ao mesmo tempo estava nos enchendo de atenções! Hehehe... Não era em vão que ela também era aquariana ( nascemos no dia 18/02 e nunca nos esquecíamos de nos homenagear! Mesmo já distante do galpão, eu ainda ia lá dar-lhe e receber um abração do tipo TIA NASTÁCIA... Um abração seco, mas cheio de amor de uma mulher nordestina de uma mulher de amor!).

D. Ana cresceu! Ventos levavam notícias de sua fama pelos arredores do mundo: jornais, televisões, revistas, repórteres aqui chegavam como chega a fome ao prato do sertanejo quando a seca arrebata...

Em 2000 ( já de maneira tardia), o governador Jarbas Vasconcelos inaugurou o Centro de Artes e Cultura Ana das Carrancas (com sua morada ao lado).

(Bem próximo da minha atual residência)
E foi ali que a vi pelo último aniversário: ela já estava doente (havia sofrido AVC) e se encontrava sentadinha numa cadeira de balanço,  do lado, claro, do seu grande amor.

Abracei-a com o mesmo carinho de outrora e conversamos sobre os anos passados.

Volvi meus olhos para aquela mulher que havia ficado lá atrás: eu ainda era muito "verde" para compreender as façanhas da arte popular mas lembro-me que ficava horas a observar aquelas mágicas mãos modelando a massa e fazendo peripécias com criaturas que surgiam misteriosamente...Eu até tentei, pensando ser fácil... Sujei-me toda com um "taquinho" (pedacinho) de argila!

Após o acidente vascular, as duas filhas: Mª da Cruz (minha amiga de grupo) e Ângela, passaram a assumir o Centro e nessa minha visita eu tive a oportunidade de apreciar de perto a arte de Ângela (a mais nova).

Enquanto as duas irmãs nos mostravam as peças, eu me embevecia com a mistura linda do rústico com o neo, resultantes das mãos de Ângela:

Luiz Gonzaga - o rei do baião
Vejam maiores detalhes acerca da sua obra: 
https://anadascarrancas.wordpress.com/ana-das-carrancas/

D. Ana nos deu seu adeus em outubro de 2008 (AVC) mas  deixou um Centro em funcionamento voltado para projetos sociais (aulas de xadrez, cursos, oficinas e para fortalecimento e manutenção da arte com o barro, que vem sendo bem trabalhada pelas filhas, pessoas dinâmicas e que buscam estar difundindo fortemente o legado que a mãe tão honrosamente deixou).
Mulher com moringa/natureza morta
(Ângela)

Deixou-nos também um lindo exemplo de amor sem limites...
E pensamentos filosóficos acerca da sua vida:


"O barro é como gente: tem o ruim e o bom e até mesmo o regular.


Conhecendo o barro, se conhece o mundo: ele é o começo e o fim de tudo e sem ele não sou ninguém. Não me separo do barro por coisa nenhuma, porque amo aquilo que me ama e o barro é um caco (pedaço) de  mim."


Foi por meio de sua humildade, que ela permitiu-se amar novamente e ser amada:


"...minha mãe foi uma grande professora da vida, pela humildade e força que teve. 
Lembro que quando chegamos em Brasília, onde ela foi recebida pelo presidente Lula para ser homenageada com a mais alta comenda que um artista ganha no país, ela disse: "olha só onde o barro me trouxe!"

(Mª da Cruz - Filha)








Linda foto, D. Ana! ( que o fotográfo permita-me roubá-la...).



A flor Hibiscus (deusa grega), uma flor exuberante, realça o seu rosto forte, cheio de glória por poder ter fortalecido nossa identidade cultural de maneira tão grandiosa!

Flores para você D. Ana! Flores sempre, por tudo o que você representou para a minha vida e para todos os petrolinenses!


Um pouco de sua arte:


ACERVO - FUNDARPE
















Blog: Meu Velho Chico









Reprod. fotográfica: blog Meu Velho Chico

Foto: Vânia Braynner